Por que o "A" da nossa marca virou um ponto
O símbolo anterior eram as letras M e A traçadas. Tipografia não é símbolo. A nova marca fecha no mesmo gesto que a palavra.
Nossa marca era um "MA" desenhado com traços retos. Funcionava, mas não dizia nada: eram duas letras, não um símbolo.
A pista estava no que já existia e a gente gostava. O nome termina em "autoral." — com ponto. Um ponto é afirmação: encerra a frase, não pede licença.
Então o símbolo passou a terminar no mesmo gesto. É um M geométrico, construído com dois vértices que dividem a base. A metade direita dele já é um A. E a barra desse A foi substituída pelo ponto — o mesmo ponto roxo que fecha a palavra.
Símbolo e palavra terminam na mesma pontuação. Não são duas peças coladas: são um sistema.
Dois ajustes que quase não se percebem, mas sustentam o desenho: o topo do A fica cinco unidades acima do topo do M, criando um ritmo ascendente e permitindo que o A se afirme como letra sem quebrar o M; e as juntas são arredondadas, o que tira a dureza sem tirar a geometria.
Testamos cinco direções antes desta, renderizadas lado a lado no tamanho real do cabeçalho e do favicon — 178 px, 64, 32 e 20. Três morreram no teste de tamanho pequeno: a versão de dois pesos perdia o M, a barra flutuante virava borrão a 20 px.
É o critério que aplicamos em qualquer identidade: uma marca que só funciona grande não é uma marca, é uma ilustração.